De acordo com a revista 《Fortune》, a empresa de análise de blockchain TRM Labs anunciou a conclusão de uma rodada de financiamento Série C de 70 milhões de dólares, avaliando a empresa em 1 bilhão de dólares, entrando oficialmente na lista de “unicórnios” do setor de criptomoedas. Esta rodada foi liderada pela Blockchain Capital, com a participação de várias instituições financeiras tradicionais, incluindo Goldman Sachs, Bessemer, Brevan Howard, Thoma Bravo e Citigroup Venture Capital, demonstrando o contínuo otimismo do capital mainstream em relação ao segmento de conformidade e gestão de riscos em blockchain.
A TRM Labs foi fundada em 2018 por Esteban Castaño e Rahul Raina, em São Francisco, EUA. Os dois fundadores previram desde cedo que os ativos digitais se tornariam uma ferramenta importante para o fluxo de fundos global, acompanhados de riscos de dados sem precedentes e desafios criminais. Eles optaram por começar com rastreamento multi-chain, cobrindo redes de blockchain além do Bitcoin desde os primeiros dias, recrutando uma grande equipe de ex-investigadores governamentais, o que permitiu à TRM estabelecer uma vantagem competitiva diferenciada frente a concorrentes como a Chainalysis.
Atualmente, o software de análise de blockchain da TRM é utilizado por diversas agências de aplicação da lei e instituições financeiras ao redor do mundo. O IRS e o FBI, por exemplo, afirmaram que, com o uso de ferramentas de monitoramento de blockchain de terceiros, a eficiência no rastreamento de fundos ilegais aumentou significativamente. Ari Redbord, chefe de políticas globais da TRM, destacou que o uso de inteligência artificial para fraudes e golpes aumentou nos últimos anos, representando uma “ameaça sistêmica” à segurança financeira, e que a análise de blockchain é uma linha de defesa crucial contra essa tendência.
Apesar de alguns setores da indústria de criptomoedas criticarem a colaboração da TRM com reguladores, a empresa acredita que segurança e transparência são fundamentos para o desenvolvimento sustentável de ativos digitais. A TRM também colabora com diversos projetos de blockchain considerados de risco, com o objetivo de reduzir fluxos ilegais de fundos, e não simplesmente “alinhando-se” a uma determinada posição.
No contexto de tokenização, inteligência artificial e a reestruturação do sistema de pagamentos global, a demanda por gestão de riscos em blockchain continua a crescer. Spencer Bogart, sócio da Blockchain Capital, afirmou que a receita da TRM cresceu cerca de 50% nos últimos quatro anos, mantendo resiliência mesmo durante várias fases de baixa do setor. Com as instituições financeiras acelerando sua adoção de ativos on-chain, a TRM tem potencial para se tornar uma peça-chave na nova geração de infraestrutura financeira digital.
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