Três grandes organizações internacionais anunciam: formação de um grupo de coordenação!

No dia 1 de abril, no horário local, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou uma nota informando que os responsáveis da Agência Internacional de Energia, do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial concordaram em criar um grupo de coordenação, a fim de maximizar o papel de cada uma das instituições na resposta aos impactos energéticos e económicos na região do Médio Oriente.

As três organizações internacionais divulgaram em simultâneo um comunicado conjunto, afirmando que o grupo irá, através da coordenação de várias avaliações de dados, determinar o grau de impacto sofrido por cada país e região no conflito entre os EUA, Israel e o Irão, e coordenar mecanismos de resposta, incluindo financiamento preferencial.

O comunicado conjunto salienta que o conflito entre os EUA, Israel e o Irão causou grandes danos à vida e aos meios de subsistência das populações da região do Médio Oriente, e desencadeou um dos maiores défices de oferta da história dos mercados globais de energia. O choque está a ter efeitos profundos, com repercussões à escala mundial, e caracteriza-se por um elevado grau de assimetria, atingindo de forma particularmente severa os países importadores de energia, sobretudo os países de baixos rendimentos. As subidas dos preços do petróleo, do gás natural e dos fertilizantes já se repercutiram globalmente e deram origem a preocupações com os preços dos alimentos. A cadeia de abastecimento global, incluindo hélio, fosfatos, alumínio e outras matérias-primas, também foi afetada; a interrupção dos voos nos principais centros do Golfo repercutiu igualmente no setor do turismo. A volatilidade do mercado daí resultante, a desvalorização das moedas nas economias emergentes e a preocupação com as expetativas de inflação agravam os riscos de aperto da política monetária e de desaceleração do crescimento económico.

As três organizações internacionais afirmaram que, num momento atualmente marcado por um elevado grau de incerteza, as instituições devem trabalhar em conjunto, monitorizando em conjunto a evolução dos acontecimentos, coordenando o trabalho de análise e fornecendo apoio concertado aos decisores políticos para que estes possam lidar com esta crise. Deste modo, foi conjuntamente decidido criar um grupo de coordenação.

De acordo com o comunicado conjunto, por um lado, o grupo de coordenação irá avaliar a gravidade dos impactos sofridos por cada país e região através da partilha de dados sobre preços do mercado energético, fluxos de comércio, pressões orçamentais e de balança de pagamentos internacionais, trajetórias da inflação, restrições à exportação de matérias-primas-chave e interrupções nas cadeias de abastecimento, entre outros aspetos. Por outro lado, será articulada a criação de mecanismos de resposta; medidas concretas podem incluir: recomendações de políticas direcionadas, avaliar as necessidades potenciais de financiamento e fornecer o apoio financeiro correspondente (incluindo financiamento preferencial), bem como, quando apropriado, aplicar instrumentos de mitigação de riscos. Além disso, poderão ser mobilizadas partes interessadas relevantes, incluindo outros parceiros multilaterais, regionais e bilaterais, para prestar um apoio coordenado, coerente e eficiente aos países que dele necessitem.

As três organizações internacionais afirmaram que o grupo de coordenação também irá, consoante as necessidades, colaborar com outras organizações internacionais e aproveitar a respetiva experiência técnica.

Revisão: Liao Shengchao

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