Mike Belshe, CEO da Bitgo, uma das maiores fornecedoras de custódia de criptomoedas, propôs a utilização de uma blockchain pública para combater a fraude a nível estadual e federal. Nas redes sociais, afirmou que apenas a monitorização dos cidadãos seria suficiente para controlar o fluxo destes fundos.
Principais conclusões:
Enquanto o governo federal tenta travar o que o Presidente Trump chamou de “roubo sem limites” que está a conduzir a fraude a nível estadual e federal, personalidades do mundo das criptomoedas propuseram novas soluções para este problema.
Mike Belshe, CEO da Bigo, um dos principais prestadores de custódia para activos digitais, propôs implementar uma blockchain para conter este problema, que poderá representar perdas até $521 mil milhões por ano.

Nas redes sociais, Belshe afirmou:
“Há uma solução para toda esta fraude estadual e federal que não exige revogar o dinheiro: coloque-o numa blockchain pública.”
O sistema incluiria hipoteticamente a disponibilização pública de transferências para organizações não-governamentais (ONGs) usando uma blockchain como a Ethereum, e depois a publicação das transacções e dos endereços que as recebem para supervisão geral. “Os cidadãos tratarão do resto”, sublinhou.
As declarações de Belshe surgem num momento em que a Administração Trump está a combater publicamente a fraude, com o próprio Trump a nomear o vice-presidente Vance como “czar da fraude”, com foco nos estados controlados por democratas, incluindo Califórnia, Illinois, Minnesota, Maine e Nova Iorque.
Na Califórnia, oito indivíduos foram recentemente detidos pela alegada participação num esquema de fraude na área da saúde que soma mais de $50 milhões. O Departamento do Tesouro salientou que “redes de fraude complexas em Minnesota roubaram milhares de milhões de dólares de programas estatais para o seu enriquecimento pessoal nos Estados Unidos e no estrangeiro.”
A Rússia já testou a sua moeda digital de banco central ( CBDC), o rublo digital, para este mesmo objectivo, com ensaios orçamentais limitados a arrancar de novo em 2025. Agora pode ser usada para todos os pagamentos do governo desde Janeiro de 2026, com este caso de uso identificado como um “em que as capacidades do rublo digital podem ser usadas da melhor forma”.