A Canary Capital está a levar o negócio dos ETFs de moedas meme um passo mais além, ao apresentar junto da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA um fundo spot associado ao PEPE. A empresa apresentou na quarta-feira um Form S-1 para o Canary PEPE ETF, um produto proposto que procuraria acompanhar o preço do PEPE mantendo o token directamente dentro do trust. O documento indica que o PEPE do trust seria custodiado e também deixa espaço para até 5% dos activos do fundo serem mantidos em Ether para pagar taxas de transacção na Ethereum. Uma apresentação de uma moeda meme chega à porta da frente de Wall Street O pedido é notável sobretudo pelo que é o PEPE. Não se trata de um token com uma narrativa de receitas convencional, um mecanismo de yield ou um caso de uso institucional óbvio. É um activo meme e, ainda por cima, altamente volátil. Mesmo assim, os emitentes de ETFs estão claramente a testar até onde é que a vaga de produtos pós-bitcoin, pós-ether consegue chegar. Isso não significa que a aprovação esteja próxima, nem sequer provável. Um pedido S-1 é um passo de abertura, não uma linha de chegada. Mas também mostra que os emitentes consideram que pode haver procura, ou pelo menos atenção, por “wrappers” negociados em bolsa em cantos do mercado cripto cada vez mais especulativos. PEPE chega com hematomas, mas ainda líquido o suficiente para tentar emitentes O timing é pouco favorável num sentido. O PEPE está a negociar cerca de 87,6% abaixo do seu máximo histórico de $0.00002803, atingido a 9 de Dezembro de 2024, de acordo com a CoinGecko. Dito isto, uma grande queda não impediu o token de continuar visível, líquido e culturalmente “pegajoso” o suficiente para atrair criadores de produtos. Esse pode ser o verdadeiro ponto a retirar daqui. A corrida aos ETFs já não é apenas sobre os maiores activos cripto. Está agora a aproximar-se de instrumentos construídos à volta da própria atenção online, embalados num formato que as contas de corretagem tradicionais conseguem compreender.