Recentemente descobri algo que provavelmente muitos não sabem: a enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça forte, é uma doença neurológica séria que pode incapacitar completamente. E o mais preocupante é que se pode morrer de enxaqueca se não for tratada adequadamente, especialmente quando há complicações como acidente vascular cerebral.



A diferença entre uma dor de cabeça normal e uma enxaqueca é abismal. Estamos a falar daquela dor pulsátil, geralmente de um lado só, que vem acompanhada de náuseas, vómitos e uma sensibilidade extrema à luz e ao ruído que te obriga a refugiar-te numa sala escura. Alguns pacientes até experimentam uma "aura" antes do ataque: flashes de luz, manchas brilhantes, visão turva ou formigueiro na cara. É como um alarme que avisa que algo forte está a caminho.

O que mais me surpreendeu é que a enxaqueca é uma das doenças mais incapacitantes segundo a OMS, pela quantidade de dias que as pessoas perdem por ano. Pode durar entre 4 e 72 horas, e durante esse tempo simplesmente não consegues funcionar. Se os episódios ocorrem 15 ou mais dias por mês, já estamos a falar de enxaqueca crónica, que afeta significativamente a qualidade de vida.

Os fatores desencadeantes são variados: stress, alterações hormonais especialmente na menstruação, falta ou excesso de sono, álcool, cafeína em excesso, luzes brilhantes, ruídos intensos, cheiros fortes. Há também um componente genético importante, por isso se os teus pais ou avós a padecem, tens mais probabilidades.

O que é perigoso é ignorá-la. Quando as pessoas não recebem tratamento adequado, tendem a abusar de analgésicos de venda livre, o que acaba por criar um ciclo vicioso: os medicamentos perdem eficácia e geram mais dores de cabeça. Mas há algo mais grave: existe um risco aumentado de acidente vascular cerebral, especialmente em mulheres fumadoras ou que usam anticonceptivos com estrogénio. Os especialistas insistem que se pode morrer de enxaqueca por estas complicações se não for gerida corretamente.

Além disso, a dor crónica e a incapacidade recorrente podem levar à ansiedade, depressão e problemas laborais. Por isso, é fundamental consultar um médico quando o padrão da dor muda, os episódios tornam-se mais frequentes ou surgem sintomas novos como fraqueza, dificuldade em falar ou confusão. Não é algo para deixar passar.
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