Aconteceu-me algo curioso com os chocolates caros que compro. Acontece que a Profeco acabou de analisar 31 produtos diferentes e descobriu que um dos mais caros do mercado nem sequer é chocolate de verdade. Assim é, pagamos um prémio por algo que não cumpre nem as normas básicas.



Este chocolate semi-doce que andam a vender por 90 pesos por 100 gramas tem um segredo: a sua gordura não é característica do cacau. Isso significa que tecnicamente não pode ser chamado chocolate, mas lá está na embalagem como se nada fosse. A Profeco verificou que viola a NOM-186-SSA1/SCFI-2013, a norma que especifica o que é e o que não é chocolate. Além disso, contém edulcorantes, por isso nem sequer é recomendado para crianças.

O irónico é que muitos de nós assumimos que os chocolates caros são de melhor qualidade, mas este estudo demonstra que nem sempre é assim. Analisaram desde chocolates com leite até amargos sem açúcar, e a surpresa foi que alguns dos mais caros têm informações comerciais completamente erradas. Portanto, da próxima vez que vires um chocolate caro na prateleira, talvez valha a pena verificar bem o rótulo e que tipo de gordura ele realmente contém.
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