A situação no Médio Oriente mantém os mercados energéticos em máxima tensão. A China acaba de alertar que tomará todas as medidas necessárias para proteger a sua segurança energética, e a razão é clara: qualquer encerramento do estreito de Ormuz seria um pesadelo para Pequim.



Por esse corredor marítimo passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, e a China depende enormemente dessas importações. Quando falamos de uma quinta parte do fornecimento global em risco, estamos a falar de um problema sério. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, foi direta a esse respeito: a segurança energética é crítica para toda a economia mundial e todas as partes devem garantir um fluxo estável.

Os mercados já estão a reagir. O petróleo Brent, a referência na Europa, subia mais de 5% nestes dias, rondando os 82 dólares por barril. Há pouco tinha saltado mais de 13% quando começou a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel. As bolsas europeias despencaram mais de 2% na abertura, com Madrid a liderar as quedas com 5%. Na Ásia foi ainda pior: o índice sul-coreano Kospi afundou 7,2% e o Nikkei de Tóquio cedeu 3,1%.

A pergunta que todos fazem é: quanto tempo durará isto? Jan Rosenow, professor de Política Energética em Oxford, afirmou que se o conflito se resolver em dias, o impacto será limitado. Mas se se prolongar, chegará aos preços finais de energia em todo o mundo. O próprio Trump admitiu que a operação poderá estender-se por mais de cinco semanas, o que disparou a preocupação dos investidores.

Emma Wall, diretora de estratégia da Hargreaves Lansdown, tem uma perspetiva interessante: a tensão em Ormuz mantém pressão sobre a oferta de crude, mas considera que esta perturbação é transitória. Os preços poderão voltar a níveis normais se o conflito se resolver rapidamente. O que todos esperam é que assim seja, porque uma interrupção prolongada representaria um golpe considerável para economias como a chinesa, que já dependem fortemente dessas importações do Médio Oriente.
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